Intervalo fixo ou aleatório
Escolha um intervalo fixo de 1 minuto a 2 horas, ou deixe que ele chegue num momento imprevisível entre um mínimo e um máximo. O aleatório impede que a mente antecipe o som.
Revenir é um lembrete de atenção plena para Android. Toca de tempos em tempos para você voltar ao momento em que está.
Grátis, sem conta e sem conexão com a internet.
Em breve também na App Store, para iPhone e iPad.
Revenir é uma palavra francesa que significa voltar, regressar, vir de novo. Não é arriver, chegar a um lugar novo: é voltar a um em que você já esteve.
O nome descreve o que o app faz. A atenção vai embora sozinha dezenas de vezes por dia, e isso não é um defeito: é o normal. O que se pratica não é mantê-la, e sim recuperá-la. Por isso o nome está no infinitivo e não leva número: não é «volte uma vez», é voltar cada vez, sem levar a conta.
Nenhum app pode sustentar a sua atenção por você. O que o Revenir faz é avisar, para que você escolha de novo onde colocá-la.
Sem sessões nem sequências.
A maioria dos apps de meditação quer que você passe tempo dentro deles. O Revenir é pensado ao contrário: dois minutos de configuração e depois não precisa abrir de novo. O aviso chega sozinho.
Escolha um intervalo fixo de 1 minuto a 2 horas, ou deixe que ele chegue num momento imprevisível entre um mínimo e um máximo. O aleatório impede que a mente antecipe o som.
Qualquer arquivo de áudio do seu celular pode ser o aviso: o sino do seu centro, ou a tigela que você tem em casa. E se preferir não complicar, vários sons vêm incluídos.
Defina uma faixa do dia em que ele não deve tocar — das 20:00 às 9:00, digamos — e nesse período o app nem acorda o celular.
Uma reunião, um cinema, um voo. Interrompa os lembretes por 1 a 24 horas e eles voltam sozinhos. O app também pode ficar quieto quando o celular está no silencioso ou no modo avião.
O modo alarme usa os alarmes exatos do Android, então o toque chega no minuto certo mesmo depois de horas com a tela apagada. E se reagenda sozinho se você reiniciar o celular.
Paletas de cores serenas, degradês suaves ou uma foto sua como fundo.
Ouça as tigelas incluídas e fique com a que soar melhor para você. Ou traga a sua.
A cada 30 minutos, para começar. Depois ajuste: a cada 15 para mais presença, a cada 2 horas para ter só uma âncora.
O app se fecha e o aviso chega sozinho. Se você quiser, a barra de notificações mostra a que horas toca o próximo.
Só quando houver algo a contar: a versão para iPhone, sons novos, mudanças que afetem você. Nem boletim semanal nem lembretes para você voltar ao app: seria o contrário do que o Revenir faz.
Boa parte do dia passa no piloto automático: você dirige um trajeto inteiro e não lembra de um semáforo, come olhando uma tela e não saberia dizer o gosto, mantém uma conversa enquanto ensaia outra por dentro. Não é a memória que falha: a atenção estava em outro lugar.
Estar presente não é se concentrar com mais força nem fazer cara de calma: é perceber o que você está fazendo e que é você quem faz. Reconhece-se na hora quando acontece, e dura pouco.
Aí está o problema prático: a presença não se sustenta por decisão. Propor-se a estar presente o dia todo funciona por alguns segundos, e quando vai embora você nem percebe, porque para perceber teria que estar presente.
Por isso não se sustenta: se recupera. E para recuperá-la é preciso um aviso que venha de fora, que não saia do que você estava fazendo e que chegue quando você não espera. É isso que este app faz.
Sentar vinte minutos de manhã é ótimo, mas deixa vinte e três horas e meia sem cobrir. Um lembrete de atenção plena espalhado pelo dia preenche essa lacuna. Serve para fazer pausas conscientes no trabalho, para cortar a ruminação antes que vire ansiedade, para lembrar de respirar e soltar os ombros no home office, para marcar blocos de estudo ou como timer de meditação por intervalos. Não há um jeito certo de usar.
Toca quando você não espera.
O Revenir não ensina nada: não há cursos, nem mestres, nem um método a seguir. Só avisa de tempos em tempos, e o que você faz com esse instante é assunto seu.
Encaixa em práticas bem diferentes porque o que faz é mais simples do que todas elas: um som que não pede nada, que chega quando você não espera e que interrompe o automatismo o tempo justo para você perceber onde estava. O que vem a seguir não é uma lista de funções, e sim um reconhecimento a quem usa esse mesmo recurso há séculos. Começamos pela prática que deu origem ao app.
Foi daqui que saiu este app. A ideia original era poder fazer sozinho o exercício do stop. No trabalho de Gurdjieff alguém dava a voz de «alto!» em um momento qualquer e todos ficavam imóveis exatamente como estavam, e dessa posição se observavam. O importante não era a imobilidade, e sim que a ordem vinha de fora e não dava para prever: ela pegava você exatamente como era um segundo antes.
Sem grupo não há quem dê a voz. Um som no celular não é a mesma coisa, mas guarda o essencial: chega quando você não espera e não dá tempo de se preparar.
Depois de construído, limitá-lo a isso seria desperdício. Um aviso que interrompe, que não dá para antecipar e que não pede nada serve igual em qualquer prática que trabalhe a presença. Daí o resto desta página.
Gurdjieff partia de um diagnóstico: o homem vive dormindo. Acredita que decide e que age, e na verdade tudo lhe acontece. Em Fragmentos de um ensinamento desconhecido, Ouspensky conta como tentou lembrar-se de si mesmo caminhando por São Petersburgo e constatou que podia passar horas, e dias inteiros, sem um único instante de lembrança de si. Não é que não tentasse: é que esquecia que estava tentando.
Daí vem a imagem do despertador. Gurdjieff dizia que um homem adormecido pode ser acordado por um despertador, mas que se acostuma rápido demais e deixa de ouvi-lo: são precisos vários, e que não toquem sempre igual. É por isso que o Revenir permite escolher um intervalo aleatório: um aviso a cada meia hora em ponto vira previsível em poucos dias, e um que pode chegar a qualquer momento entre vinte minutos e uma hora, não.
Convém dizer o que o sino não faz. A lembrança de si não é pensar em si mesmo nem fazer inventário do que se sente: é aquela atenção dividida que Gurdjieff descrevia como uma flecha de duas pontas, uma para o que você está fazendo e outra para quem faz, ao mesmo tempo. Nenhum som provoca isso. O sino só marca o momento; o que vem depois depende de você.
Há um segundo uso, mais simples e provavelmente mais útil no início: a observação de si. Quando tocar, antes de corrigir nada, repare onde você estava, que postura tinha e o que estava ruminando. Sem julgar. A maior parte do trabalho começa aí.
Nosso agradecimento infinito aos grupos de Gurdjieff que hoje seguem mantendo viva a ensinança do Mestre.
O sino da atenção plena é exatamente isto. Em Plum Village, a comunidade fundada por Thich Nhat Hanh, ele tocava várias vezes por dia: ao ouvi-lo, todo mundo parava o que estivesse fazendo, respirava três vezes e continuava. Com o tempo passaram a tratar o telefone do mesmo jeito: ninguém atendia antes do terceiro toque, e esses dois toques eram para respirar.
A palavra diz: sati, o termo páli que traduzimos por «atenção plena», vem de uma raiz que significa memória e se traduziria melhor por lembrar. Não é se concentrar com mais força, e sim cair em si — depois de vinte minutos de piloto automático — de que você está aqui e de que isto está acontecendo agora.
Num retiro de vipassana o dia inteiro é sustentado por sinos, que marcam a sentada, a refeição, a caminhada e o silêncio. É uma das razões pelas quais ali é mais fácil. De volta em casa essa estrutura desaparece e a prática fica sem apoio. É essa lacuna que o Revenir preenche: não substitui a sentada da manhã, acompanha-a nas outras vinte e três horas.
Um zendo funciona por som, não por relógio. O han, a tábua de madeira, é batido antes do zazen; um sino abre e fecha a sentada, e outro marca o kinhin, a meditação caminhando. Ali ninguém olha a hora: escuta.
Fora do zendo não há nada disso. Dogen dedicou um texto inteiro às instruções para o cozinheiro do mosteiro, o tenzo, porque insistia que a prática não está separada de lavar o arroz nem de esfregar uma tigela: a sentada e a vida comum são o mesmo lugar. Sustentar isso num dia de trabalho e telas custa mais do que sentar quarenta minutos.
Um lembrete espalhado pelo dia é um apoio modesto para isso, e combina com a desconfiança do zen em relação ao que vira rotina: o sino não premia, não parabeniza e não leva a conta dos seus dias seguidos. Toca e se cala.
No sufismo, dhikr significa lembrança ou menção: a prática de não esquecer, sustentada pela repetição até seguir ali enquanto se caminha, se come ou se trabalha. A palavra volta a ser a mesma do budismo e do Quarto Caminho, e não é coincidência: o que se perde não é a informação, é a presença.
Nos mosteiros cristãos o dia estava havia séculos partido a toque de sino — matinas, laudes, vésperas, completas — por um motivo quase idêntico: impedir que passassem horas inteiras sem que ninguém levantasse a cabeça. O Ângelus tocava ao meio-dia para que quem estivesse no campo parasse um momento, e o irmão Lourenço da Ressurreição escreveu um livro breve sobre praticar a presença de Deus enquanto esfregava as panelas do convento.
As teologias não poderiam ser mais diferentes e o mecanismo é o mesmo: um som exterior para que o interior não se perca. Se você vem de alguma dessas tradições, vai parecer familiar; se não vem de nenhuma, funciona igual.
Ramana Maharshi reduziu toda a prática a uma única pergunta sustentada: quem sou eu? Não é uma pergunta para responder — respondê-la com um nome ou um ofício é a forma de escapar dela —, e sim para sustentar: girar a atenção para quem está atendendo e ficar ali.
A dificuldade prática é que a pergunta se dissolve em minutos: você se propõe a sustentá-la ao levantar e no meio da manhã já passou horas sem lembrar. Um aviso em um momento imprevisível a devolve sem que a agenda decida quando, e isso importa: se chegasse sempre às onze em ponto, às onze em ponto você estaria preparado.
O que se sustenta no tapete costuma cair assim que o telefone toca. A parte visível do yoga — as asanas — é a mais fácil de encaixar num horário; o que custa é o resto: o pratyahara, retirar os sentidos do ruído, ou o svadhyaya, o estudo de si, que não têm hora fixa porque o lugar deles é o dia inteiro.
E há quem não siga nenhuma tradição: quem quer cortar a ruminação antes que vire ansiedade, quem passa oito horas diante de um notebook e agradece que algo lembre de soltar os ombros e respirar, ou quem chega às sete da noite sem saber onde foi parar o dia. Esse uso conta igual. Não é preciso pertencer a nada para querer estar presente na própria vida.
O Revenir serve com qualquer prática, e também sem nenhuma. Tanto faz se você senta toda manhã há trinta anos ou se começou esta semana, se tem mestre e grupo ou se vai por conta própria.
O trabalho quem faz é você: ninguém pode fazer no seu lugar nem acelerar, e desconfie de quem vender isso num plano de doze semanas.
O que o app acrescenta é o aviso. Toca quando você não espera, pega você distraído e marca o momento de voltar. Sozinho é pouco; repetido vinte vezes por dia durante um ano, deixa de ser.
É por isso que é grátis, e sempre vai ser. Seria estranho cobrar por isso.
Várias vezes por dia, todo dia.
Você vai ouvir esse som muitas vezes por dia durante muito tempo, então vale escolher um que não canse. Tem quem prefira uma tigela longa que se apaga devagar e quem prefira um toque seco e breve.
Vários já vêm incluídos, todos dentro do app: não se baixa nada, não se transmite nada. Tocam pelo canal de alarme, então você ouve mesmo com o celular bloqueado.
Você pode usar qualquer arquivo de áudio do seu celular: o sino do seu centro gravado com o próprio telefone, a tigela que você tem em casa, um trecho de música ou o gongo de um relógio antigo.
Importa mais do que parece: se você já associa um som específico à sua prática, essa associação faz sozinha uma parte do trabalho.
O Android abre o seletor de arquivos dele e nos dá acesso só ao arquivo que você escolheu. Nem pedimos permissão geral de armazenamento.
A tela principal pode levar uma foto sua: o seu lugar de prática, uma paisagem ou a montanha onde você esteve no verão passado. Ela se ajusta sozinha e fica atrás dos controles.
Se preferir algo mais neutro, vários gradientes vêm incluídos, e você também pode deixar sem fundo.
E há várias paletas de cores serenas. O tom deste site é uma delas, caso você queira levá-lo para o celular.
Embaixo do logotipo você pode pôr uma frase curta sua: a que você repete ou a pergunta com a qual está trabalhando. Aparece toda vez que você abre o app, e se deixar vazia não mostra nada.
Há um acesso às Notas na tela principal: uma folha em branco e nada mais, sem listas, etiquetas, datas nem contagem de palavras. Para anotar o que quiser quando o aviso tocar: onde você estava, o que observou ou uma frase que leu.
Ficam guardadas no arquivo delas, dentro do seu celular. O app não tem como tirá-las de lá: não pede permissão de internet.
Você também pode se inscrever para receber novidades e saber da versão para iPhone e do que mais vier.
Nada disso sai do seu celular. A foto que você escolhe fica onde está, o som também, as anotações também, e tudo isso some se você desinstalar o app.
Sem conta, sem dados, sem internet.
Isto não é uma promessa que dependa da nossa boa fé: é o próprio app que impede, pelo modo como foi feito. Você pode conferir na seção de permissões da página do Google Play.
Leia a política de privacidade completa (abre em uma nova janela)
Sim, e vai continuar sendo. Não existe versão paga, nem assinatura, nem função bloqueada, nem anúncio. Queremos ajudar quem quer meditar e estar presente, e isso não deveria custar nada.
Nenhum: o app nem pede a permissão de internet no Android, então é tecnicamente incapaz de mandar qualquer coisa para qualquer lugar, e as configurações e as anotações ficam no celular e somem quando você desinstala. A única coisa que coletamos é o e-mail de quem decide se inscrever para receber novidades — isso é voluntário, pedido numa caixa de seleção à parte, e que dá para desfazer quando você quiser.
Só do estritamente necessário para um lembrete tocar na hora: notificações, alarmes exatos, reagendar depois de reiniciar o celular e acordar a tela na hora do toque. Sem câmera, sem microfone, sem contatos, sem localização, sem internet.
Sim. Tudo acontece no celular: os sons vêm dentro do app e quem agenda os lembretes é o próprio Android. Você pode deixar o celular no modo avião que ele toca do mesmo jeito.
Você escolhe: um intervalo fixo entre 1 minuto e 2 horas, ou um intervalo aleatório entre um mínimo e um máximo. O aleatório impede que a mente antecipe o som, que é exatamente a ideia da prática de atenção plena.
Dá. As horas de silêncio calam uma faixa inteira do dia, digamos das 20:00 às 9:00, e o botão de pausa interrompe os lembretes por 1 a 24 horas. Você também pode mandar que ele fique quieto quando o celular estiver no silencioso ou no modo avião.
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O Revenir é usado por gente com práticas bem diferentes, e cada uma percebe coisas que nos escapam. Se faltar algo, se algo atrapalhar ou se não funcionar bem no seu celular, escreva para a gente.
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